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FME apoia pesquisa sobre hanseníase

A hanseníase é uma doença importante no Brasil, que é o segundo país no mundo em número total de casos. A FME em parceria com a FAPEX/ HUPES, apoiou um estudo sobre a resposta de imunidade inata nas reações hansênicas. A pesquisa foi realizada com pacientes atendidos no Ambulatório de Hanseníase do Hospital Universitário Professor Edgar Santos/ UFBA e foi coordenada pelo dermatologista Paulo Machado.

Na Bahia temos uma média de 6 casos diagnosticados diariamente. A hanseníase é a maior causa infecciosa de incapacidade física do planeta, sendo causada pelo Mycobacterium leprae. Atinge principalmente os nervos periféricos e a pele, tendo como sinais e sintomas o aparecimento de manchas e outras lesões de pele claras, avermelhadas ou escurecidas com ausência ou diminuição de sensibilidade, além de sensação de formigamento ou dormência nos dedos das mãos e pés. O preconceito ainda é forte, fruto da ignorância, pois quase metade dos pacientes não são contagiosos, e aqueles que o são param de transmitir o bacilo logo na primeira dose do tratamento. A transmissão por vias áreas superiores requer contato íntimo e prolongado, sendo que a maioria da população tem defesa eficiente contra o bacilo de Hansen. A doença tem cura e as incapacidades e deformidades físicas podem ser evitadas com o diagnóstico precoce e tratamento adequado. Muitos pacientes já chegam com sequelas irreversíveis, devido o diagnóstico tardio por falta de treinamento dos profissionais da área de saúde em hanseníase. O exame dos comunicantes familiares é também muito importante, pois contribui para detectar formas iniciais, e indicar o uso de BCG para os que não apresentam a doença, como medida protetora.

 

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